Verbo

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  • Profª.    MARIJANE COSTA FERNANDES
    Olá, Amigos!
    Selecionei  algumas partes interessantes do estudo sobre verbo, fruto das minhas pesquisas em algumas gramáticas do Prof. Evanildo Bechara, Celso Cunha, Cegalla, Pasquale e outros. Espero que seja útil  a vocês. Assim que possível, acrescentarei novas informações.

    Verbo

    É a palavra variável que exprime fatos:

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    • Ação  – (indica uma situação, um julgamento – “acho sua atitude repugnante”;  uma declaração –  “o mundo aclamou o poeta”).
    • Estado – (transitório “eu estou feliz”;  permanente “eu sou feliz”;  aparente “ eu pareço feliz”).
    • Mudança de estado – ( o príncipe virou mendigo)
    • Fenômenos da natureza – (Chove bastante em Manaus)

    Situando-os no tempo presente, passado e futuro.

    Porém,

    Tudo depende do contexto – observe:

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    Eu ando louco de saudades!   (estado transitório)                                                        O velhinho anda depressa!   (ação)   

    O bandido virou mocinho (mudança de estado0                                                         O bandido virou a mesa!    (ação)

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      A  cidade permanece calma    (continuação de estado)                                          O soldado permaneceu no lugar  (ação)

    Choveu durante a madrugada     (fenômeno da natureza – ação – impessoal)     choviam pétalas de flores!   (ação – sentido figurado – pessoal, ou seja, há sujeito)

    Pessoas do discurso:

    1ª – a pessoa que fala     –    eu/nós

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    2ª – a pessoa com quem se fala    –   tu/vós

    3ª –  a pessoa ou coisa de quem se fala  –    ele/ela/eles/elas

    Conjugação verbal:

    1ª –  AR
    2ª –  ER              

    3ª –  IR

    Obs.:  o verbo pôr e seus compostos (repor, compor, depor, etc) originam-se da forma latina ponere / poer.

     

    Estrutura verbal:

    R           VT        DMT         DNP

    Gost  –    a     –      ria

    Gost  –    a     –     ria        –       s

    Gost  –    a     –     ria

    Gost  –    a     –     ria         –      mos

    Gost  –    a     –     ríe         –       s

    Gost  –    a     –     ria         –      m

     

    Radical – elemento mórfico básico (basta tirar o –ar, -er, -ir do verbo na forma do infinitivo).

    Vogal temática – designa a qual conjugação pertence o verbo.

    Tema – é o radical acrescido da vogal temática (é a parte que está pronta para receber as desinências ou sufixos).

    DMT – designa o modo e o tempo.

    DNP –  designa o número e a pessoa.

    Locução verbal (função geral):

    •  Verbo auxiliar  (não tem sentido próprio)   +    verbo principal (infinitivo,  gerúndio ou particípio)
    •  Somente o auxiliar recebe flexão de modo, tempo, número e pessoa.
    • Entre o auxiliar e o principal no infinitivo pode aparecer ou não uma preposição (de, em, por, a, para)   “hei de estudar”.

    Exs.:
    Tente facilitar as coisas!                     Estou trabalhando muito!       A janela foi quebrada pelo menino!

    Locução verbal  que forma a voz passiva:

     

    Verbo auxiliar  (ser ou estar)    +    verbo principal (particípio)

    O túmulo foi violado pelo bandido

    Locução verbal que  forma o tempo composto ( o verbo está ativo):

     

    Verbo auxiliar  (ter ou haver)    +    verbo principal (particípio)

     

    Eu tenho facilitado as coisas!          Eu hei de facilitar as coisas!

     

    • Esquema:

     

     

     

    Esquema:

    Presente   –      bato

     

    Imperfeito  –  batia

    Indicativo       Pretérito        perfeito  –    bati                                      composto  –  tenho batido

    Mais-que-perfeito – batera             composto –  tinha batido

                    

    Presente – baterei                               compostoterei batido

    Futuro

    Pretérito – bateria                             compostoteria batido

     

     

    Presente  –  bata

     

    Imperfeito  –  batesse

    Subjuntivo        Pretérito         perfeito      (não há)                                  composto  –  tenha batido

    Mais-que-perfeito                                    composto  –  tivesse batido

     

     

    Futuro   –  bater                                                                    compostotiver batido
    Afirmativo  –  bate   tu

    Imperativo   

    Negativo   –   não batas tu

     

    Infinitivo  –  bater                   compostoter batido

    Formas nominais          Gerúndio  –  batendo             compostotendo batido 

    Particípio –  batido                composto(não há)

     

     

    Formas Nominais:

    • Infinitivo  –  Nomeia o verbo, é a ação verbal propriamente dita. Caracteriza a conjugação verbal.  Tem valor de um substantivo.

    Ex.:   O morrer pertence a Deus!

     

    • Gerúndio  –  indica uma ação em curso. Tem valor de advérbio ou adjetivo.

     

    Exs.:  A empregada serviu-me uma canjica borbulhando. (borbulhante)

    Estamos envelhecendo!

    Caminhando, caminhando   ( no lugar do imperativo – caminhe)

     

    • Particípio  –  indica uma ação já concluída. Tem valor de adjetivo.

    Ex:   O menino continuou calado


    Verbos regulares

     

    Diz-se que um verbo é regular quando se apresenta de acordo com o modelo de sua conjugação.

    Cant – ar                        o radical não varia

    Vend- er

    Part –  ir

     

    Obs:  não entram no rol dos verbos irregulares aqueles que, para conservar a pronúncia, têm de sofrer variação na grafia.

     

    Exs.:    carregar  –  carregue  –  carreguei  –  carregues

    Ficar  –  fico  –  fiquei  –  fique

     

    Não há, portanto os irregulares gráficos.

     

    Verbos irregulares

     

    Em algumas formas, apresenta modificação no radical ou na flexão, afastando-se do modelo da conjugação a que pertence:

     

    Ouv – ir                                                               variação no radical     em comparação  com o infinitivo

    Ouç –  o

    Perd- er

    Perc – o

     

    Est – ou                                                                         variação na flexão em relação ao   modelo

    Est – as

    Cant- o

    Cant – as

     

    Dividem-se em fracos e fortes.

     

    Sent – ir                                     Fracos são aqueles cujo radical da forma no  infinitivo não se modifica no pretérito perfeito

    Sent  – i

    Perd – er

    Perd – i

     

    Cab – er                                     Fortes são aqueles cujo radical da forma no  infinitivo se   modifica no pretérito perfeito.

    Coub –e

    Faz – er

    fiz

    Verbos anômalos

     

    É o verbo irregular que apresenta, na sua conjugação, radicais primários diferentes:

    Ser ( reúne o concurso de dois radicais, os verbos latinos: sedere  e esse).

    Ir  (reúne o concurso de três radicais, os verbos latinos ire, vadere e esse).

     

    Obs.: alguns autores consideram anômalos o verbo cujo radical sofre alterações que o não podem enquadrar em classificação alguma: dar, estar, ter, haver, ser, poder, ir, vir, ver, caber, dizer, saber, pôr, etc.

     

    Verbos defectivos

     

    É o verbo que na sua conjugação não apresenta todas as formas:

    Exs.: colorir,  precaver-se, reaver, etc.

     

    É preciso não confundir com os verbos impessoais  que só se usa 3ª pessoa.

     

    A defectividade verbal é devida a várias razões, entre as quais a eufonia e a significação. Entretanto, a defectividade de certos verbos não se assenta em bases morfológicas, mas em razões do uso e da norma vigente em certos momentos da história da língua. Daí certa disparidade que por vezes se encontra na relação das gramáticas. Se a tradição da língua dispensa, por dissonante, a 1ª pessoa do singular do verbo colorir (coloro), não se mostra igualmente exigente com a 1ª pessoa do singular do verbo colorar. Por outro lado, o critério de eufonia pode variar com o tempo e com o gosto dos escritores; daí aparecer de vez em quando uma forma verbal que a gramática diz não ser usada. É na 3ª conjugação que se encontra a maioria dos verbos defectivos. (Evanildo Bechara)

     

    Há os seguintes grupos de verbos defectivos, em português:

     

    1. Os que não se conjugam nas pessoas em que depois do radical aparecem a ou o:

    Exs.: banir, brandir, delir, explodir, exaurir, abolir, demolir…

    Obs.:

    Presente do indicativo:

    1              –                                       Se não há a primeira pessoa do indicativo, não há nenhuma pessoa no presente do subjuntivo (verificar tempos primitivos e derivados)

    2       banes                                    No imperativo afirmativo só haverá as segundas pessoas (singular e plural ) e não haverá imperativo negativo (verificar tempos primitivos e derivados)

    3       bane                                      Os restantes dos tempos verbais, conjugam-se os verbos alistados acima.

    1       banimos

    2       banis

    3       banem

     

    1. Os que usam unicamente nas formas em que depois do radical vem i:

    Exs.: adir, emolir, falir, remir, ressarcir…

     

    1             –                                                             Se não há a primeira pessoa do indicativo, não há nenhuma pessoa no presente do subjuntivo (verificar tempos primitivos e derivados)

    2              –                                                             No imperativo afirmativo só haverá a segunda pessoa do plural  e não haverá imperativo negativo (verificar tempos primitivos e derivados)

    3              –                                                             Os restantes dos tempos verbais, conjugam-se os verbos alistados acima.

    1       adimos

    2       adis-

    3             –

     

    1. Oferecem particularidades especiais:
      • Precaver(-se) e reaver.
      • Adequar, antiquar.
      • Grassar e rever – só se usam nas terceiras pessoas.

    Obs.:

     

    • Os verbos que designam vozes de animais, geralmente, aparecem na 3ª pessoa (singular e plural). São indevidamente arrolados como defectivos. Melhor chamá-los, quanto ao seu significado de unipessoais (referentes a uma só pessoa).
    • Os verbos impessoais também são chamados indevidamente de defectivos. Em sentido figurados, conjugam em qualquer pessoa.

     

    Verbos abundantes

     

    É o que apresenta duas ou três formas de igual valor e função:

     

    Normalmente esta abundância de forma ocorre no particípio.

    • Comprazer e descomprazer
    • Construir e seu grupo.  (desconstruir, destruir, estruir, reconstruir…)
    • Entupir e desentupir
    • Haver
    • Ir
    • Querer e requerer
    • Valer
    • Imperativos dos verbos em –zer, -zir.

    Podem perder o –e na 2ª pessoa sing.: faze tu (faz tu); traduze tu (ou traduz)

     

    Tempos primitivos e derivados

     

    Primitivos

    Infinitivo impessoal

    Presente do indicativo

    Pretérito perfeito do indicativo

     

     

    Derivados

     

      Infinitivo impessoal:  requerer

    •      Pretérito imperfeito do indicativo: requeria
    •       Futuro do presente: requererei
    •       Futuro do pretérito: requereria
    •       Infinitivo pessoal: requerer
    •       Gerúndio: requerendo
    •       Particípio: requerido

     

    Presente do indicativo: requeiro, requeres, requereis

    •       Presente do subjuntivo:  requeira
    •       Imperativo afirmativo: requere, requeira,
    •       Imperativo negativo: (presente do subjuntivo)

     

    Pretérito perfeito do indicativo: requeri

    •       Pretérito m-q-p: requerera
    •       Pretérito imperfeito do subjuntivo: requeresse
    •       Futuro do subjuntivo: requerer

     

    Vozes Verbal

     

    Ativa

     

    Forma em que o verbo se apresenta para normalmente indicar que o sujeito é o agente da ação verbal.

    Ex.:  Eu escrevi uma linda canção de amor.

     

    Passiva

     

    Forma verbal que indica que a pessoa é o objeto da ação verbal.

    Exs.:

    Uma linda canção de amor foi escrita por mim.

     

    Obs.:

    1. O agente da passiva: é quem faz a ação expressa pelo verbo. Quem age sobre o sujeito paciente. É caracterizada pelas preposições: a, de por (pelo). Exemplo: Uma linda canção de amor foi escrita por mim. (por mim – agente da passiva)
    2. É escrita pelos verbos:  ser, estar, ficar, ir, vir.
    3. Somente com verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos.
    4. Voz passiva  e passividade:

    Voz passiva é a forma especial em que se apresenta o verbo para indicar que a pessoa recebe a ação.

    Passividade é o fato de a pessoa receber a ação verbal.

    Ex.:

    Os criminosos recebem o merecido castigo.

    Observe que o verbo receber está na voz ativa, não ocorreu uma transformação no verbo, não está em forma de locução que forma a voz passiva, porém, quem recebe o merecido castigo são os criminosos, portanto,  há passividade, mas não há voz passiva.

     

    Desdobramento da voz passiva

    Voz passiva analítica:

     

    Construída com os verbos auxiliares ser, estar, ficar, ir, vir e verbos TD e TDI como principal.

    Ex.:  Uma providência foi pedida pelo povo.

     

    Voz passiva sintética:

     

    O verbo TD ou TDI flexionado na 3ª pessoa, acompanhado pronome apassivador  Se:

     

    Ex.: Pediu-se uma providência ao prefeito.

    Obs.:

    1. Se  houver um verbo auxiliar na voz passiva sintética, ele aparecerá flexionado na 3ª pessoa, concordando com o sujeito paciente.

    Ex. deve-se pedir uma providência ao prefeito.

    1. Finalidade da voz passiva sintética: enxugar o texto.
    2. Se o pronome pessoal oblíquo não estiver na mesma pessoa do sujeito, não ocorrerá a voz passiva.

    Es.: A criança me olhou aflita.

     

    1. Diferenciar:

    Sujeito indeterminado: Existe, mas não pode ser identificado. Quando for indeterminado, obrigatoriamente, a oração apresentará uma das seguintes ocorrências.

      1. O verbo na 3ª pessoa do plural, sem o pronome pessoal reto ou qualquer outro elemento.

    Ex. : Querem acabar comigo.

     

      1. VI, VTI, VL flexionados na 3ª pessoa do singular e acompanhado da palavra SE, que vai funcionar como índice de indeterminação do sujeito.

     

    Exs.:

    Ia-se por este caminho diariamente.

    Confia-se pouco no próximo.

    Era-se mais feliz antigamente

    Reflexiva

     

    O sujeito faz e sofre a ação

    Exs.:     O menino feriu-se no brinquedo

    Os noivos abraçaram-se felizes   (reflexiva recíproca)

     

     

     Verbos pronominais

    São os verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos: me, te, se, nos, vos, se,  na mesma pessoa gramatical do sujeito. Há duas funções: pode expressar reflexibilidade ou reforçar a ideia  já implícita no verbo, de que o sujeito é, a um só tempo, agente e paciente da ação verbal.

    Sendo assim, há:

     

    Verbos pronominais essenciais:

     

    Estes são usados somente com os pronomes átonos.  Denotam sentimento e não são reflexivos. São poucos os verbos essencialmente pronominais. (Exs.: apiedar-se, abster-se, ater-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, queixar-se, etc..

     

    Obs.:  Por exemplo, queixar-se  já inclui a ideia de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (queixa) que recai sobre ela mesma. O pronome se apenas reforça essa ideia. Se não pode ser analisado como objeto, nem direto nem indireto, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; deve ser classificado apenas como partícula integrante do verbo, já que sempre é conjugado com ele.

    “Chegado a rua, arrependi-me de ter saído” (Machado de Assis)

    “Queixou-se duma dor de cabeça que a torturava” .  (Eça de Queirós, Os Maias).

    “De longe em longe é que se dignava.” ([Alexandre Herculano)

     

    Verbos pronominais acidentais:

     

    São verbos que nem sempre se usam com os pronomes átonos. São verbos reflexivos, conjugados como na voz ativa, associando-lhes os pronomes me, te, se, nos, vos, se. O verbo é sempre transitivo (direto ou indireto) e tem como objeto um dos pronomes.

    Exs.:

    “A Sua filha não se penteia para homens da  minha laia” (Camilo Castelo Branco)

    “O coração nunca se libertava do seu poder” (Rebelo da Silva)

     

    Observe-se que os verbos pentear e libertar não expressam, sozinhos, a reflexibilidade. Esta surge com a presença do pronome oblíquo átono da mesma pessoa do sujeito: o pronome substitui o ser que recebe a ação transitiva vinda do verbo. Sem a presença do pronome complemento da mesma pessoa do sujeito, não haveria qualquer ação reflexiva: “ela é que me penteia os cabelos; ela é que me conta histórias.” (Coelho Neto) – “Por que você não vai pentear macaco”? – disse-me a garota.” (Stanislaw Ponte-Preta). Como se pode concluir, a voz reflexiva desaparece e não se distingue mais da voz ativa, quando o paciente (objeto) não se identifica com o agente (sujeito).

     

     

    O pronome enclítico nas formas pronominais:

     

    Devemos observar o seguinte:

    1. A primeira pessoa do plural sempre perde o  -s  final; nas demais formas, os finais não se alteram.  Exs.: afastamo-nos,  penteamo-nos.
    1. No futuro do presente e no futuro do pretérito do indicativo, o pronome não poderá ser enclítico. Só admite a mesóclise (início) ou próclise (se não estiver no início). Exs.: afastar-me-ia, pentear-me-ei”.
    2. No futuro composto (do presente ou pretérito do indicativo), o pronome também não pode ser colocado após o auxiliar, e sim no meio dele: Exs.: ter-me-ia lavado, ter-te-ia lavado. ( o particípio não aceita ênclise)

     

    Conjugação do verbo com pronomes irreflexivos

     

    Os pronomes o, a, os, as não são reflexivos. Quando empregados encliticamente (após a forma verbal), modificam-se conforme o final da forma verbal:

    1. Se o verbo terminar por vogal ou ditongo oral, empregamos, sem qualquer alteração: –o., -a, -os, -as. Exs.: tenho-o, amo-o, ouvi-o, ajudou-as, levei-os.

     

    1. se a forma verbal terminar por  -r, -s, ou –z, essas consoantes caem e empregamos as formas  -lo, -la, -los, -las.
      • Com o final R:   amar  +  o  = amá-lo
      • Com o final  S:   fazeis  +  o = fazei-lo
      • Com o final  Z:  faz  +  as  =  fá-las

     

    1. Se a forma verbal terminar por nasal (-am, -em, -ão, -ões), os pronomes  o, a, os, as devem vir precedidos de um  -n- eufônico:  -no, -na, -nos, -nas.  Exs.:  aman  +  o  = amam-no; põe  +  a  = põe-na.

     

    Ponho  –   ponho-o Tenho    –    tenho-o Fiz      –     fi-lo Porei – pó-lo-ei Diria – di-lo-ia
    Pões   –     põe-lo Tens    –      tem-lo Fizeste –  fizeste-o Porás – pô-lo-ás Dirias – di-lo-ias
    Põe    –      põe-no Tem   –        tem-no Fez    –      fê-lo Porá – pó-lo-á Diria – di-lo-ia
    Pomos   –  pomo-lo Temos  –     temo-lo Fizemos – fizemo-lo Poremos – pô-lo-emos Diríamos – di-lo-íamos
    Pondes  –  ponde-lo Tendes   –   tende-lo Fizestes  – fizeste-lo Poreis – pô-lo-eis Diríeis – di-lo-íeis
    Põem  –    põem-no Têm   –        têm-no Fizeram – fizeram-no Porão – pô-lo-ão Diriam  –  di-lo-iam

     

    Observações:

    1. 1.       Usam-se as forma –lo, -la, -los, -las depois dos pronomes átonos nos e vos, bem como depois da palavra de designação eis:

     

    Nos  +  o  =  no-lo Vos  +  o = vo-lo Eis + o = ei-lo
    Nos  +  a = no-la Vos + a = vo-la Eis + a = ei-la
    Nos + os = no-los Vos + os = vo-los Eis + os =  ei-los
    Nos + as = no-las Vos + as = vo-las Eis + as = ei-las

     

    1. 2.      As formas átonas objetivas indiretas me, te, se, lhe, lhes, e nos e vos, vistas no caso anterior, podem combinar-se com as objetivas diretas o, a, os, as:

    Me + o = mo;  te + o = to;  lhe + o = lho;  nos + o = no-lo.

    Exs.:

    O colega enviou o livro a mim  –  o colega mo enviou.

    Não darei licença a ti – não ta darei.

    Darias licença a ela? – dar-lha-ias?

    Oferecerás o prêmio a nós? – oferecer-no-lo-ás?

    Oferecerei o prêmio a vós. – oferecer-vo-lo-ei.

     

    Espero que tenham aproveitado,

    Até mais!
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