Rubem Fonseca

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  • O contista, romancista e roteirista José Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora (MG), no dia 11 de maio de 1925. Aos 8 anos, em 1933, mudou-se com a família para a cidade do Rio de Janeiro. Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil em 1948. No ano seguinte, com o colega recém-formado Luiz Weksler, iniciou sociedade em escritório de advocacia. Em 1950, prestou concurso para comissário de polícia. Aprovado, abandonou o escritório e cursou por dois anos a Escola de Polícia do Rio de Janeiro. Em dezembro de 1952, iniciou carreira na polícia, começando a trabalhar como comissário no 16º Distrito Policial em São Cristóvão, Rio de Janeiro. Muitos dos fatos vividos naquela época e dos seus companheiros de trabalho estão imortalizados em seus livros. Aluno brilhante da Escola de Polícia, não demonstrava, então, pendores literários. Ficou pouco tempo nas ruas. Foi, na maior parte do tempo em que trabalhou, até ser exonerado em 06 de fevereiro de 1958, um policial de gabinete. Cuidava do serviço de relações públicas da polícia. Na Escola de Polícia destacou-se em Psicologia. Contemporâneos de Rubem Fonseca dizem que, naquela época, os policiais eram mais juízes de paz, apartadores de briga, do que autoridades. Zé Rubem via, debaixo das definições legais, as tragédias humanas e conseguia resolvê-las. Nesse aspecto, afirmam, ele era admirável.

    Foi escolhido, com mais nove policiais cariocas, para curso de aperfeiçoamento policial nos Estados Unidos entre setembro de 1953 e março de 1954, período em que também cursou um semestre de administração de empresas na New York University (Universidade de Nova York). Ao regressar ao Rio, em 1954, recebeu licença para estudar e lecionar relações públicas na FGV (Fundação Getúlio Vargas). Foi exonerado da polícia em 1958 por acúmulo de funções. Nesse período, além de lecionar, também atuava como relações públicas da Light. Fonseca ainda viveu um período lecionando e trabalhando como relações públicas da Light antes de dedicar-se apenas à carreira de escritor.

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    Em 1963, estreou na literatura com o livro de contos Os Prisioneiros, lançando dois anos depois A Coleira do Cão. Em 1970, foi acusado de colaborar com o regime militar durante o período em que trabalhava no Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), sob direção do general Golbery de Couto e Silva, que participara de golpe ao presidente João Goulart. Ainda em 1970, Lúcia McCartney recebeu o Prêmio Jabuti na categoria contos/crônicas/novelas. Durante as décadas de 1960 e 1970, dedicou-se quase exclusivamente ao gênero conto, mais especificamente o conto policial, tendo publicado o primeiro romance em 1973, intitulado O Caso Morel. Na década de 1980, o escritor retomou o romance, recebendo em 1984 o Prêmio Jabuti logo na primeira publicação, de 1983, de A Grande Arte, seu segundo romance. Como roteirista, foi premiado pelos longas Relatório de um Homem Casado, adaptado do conto Relatório de Carlos e dirigido por Flávio Tambellini (1927-1976). Em 1991, ainda recebe o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pelo roteiro de A Grande Arte, filme dirigido por Walter Salles (1956), adaptado pelo autor de seu romance homônimo, e o Kikito de Ouro no 18º Festival de Gramado, pelo roteiro de Stelinha, dirigido por Miguel Faria Jr. (1944).

    Em 1993, estreou, na Rede Globo, a minissérie Agosto, adaptada do romance homônimo, por Jorge Furtado (1952) e Giba Assis Brasil (1957). Em 1994, saiu, pela editora Companhia das Letras, o volume Contos Reunidos. Em 1996, o escritor recebeu o Prêmio Jabuti no gênero conto por O Buraco na Parede. Em 2000, O Doente Molière, escrito para a série Literatura ou Morte, recebeu o prêmio de melhor romance do ano, da APCA. Em 2003, recebeu o Prêmio Luis de Camões, concedido pelos governos do Brasil e Portugal, pelo conjunto da obra, e o Prêmio de Literatura Latinoamericana e Caribe Juan Rulfo, concedido durante a Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México. Em 2007, lançou o livro de crônicas O Romance Morreu, reunindo textos escritos para o site Porta Literal, onde encontram-se disponíveis. É avesso a entrevistas e a qualquer divulgação de sua imagem. Reconhecidamente uma pessoa que, como Dalton Trevisan, adora o anonimato, é descrito por amigos como pessoa simples, afável e de ótimo humor. É viúvo e tem três filhos.

    LIVROS PUBLICADOS NO BRASIL

    • Os prisioneiros (contos, 1963),
    • A coleira do cão (contos, 1965)
    • Lúcia McCartney (contos, 1967)
    • O caso Morel (romance, 1973)
    • Feliz Ano Novo (contos, 1975)
    • O homem de fevereiro ou março (antologia, 1973)
    • O cobrador (contos, 1979)
    • A grande arte (romance, 1983)
    • Bufo & Spallanzani (romance, 1986)
    • Vastas emoções e pensamentos imperfeitos (romance, 1988)
    • Agosto (romance, 1990)
    • Romance negro e outras histórias (contos, 1992)
    • O selvagem da ópera (romance, 1994)
    • Contos reunidos (contos, 1994)
    • O Buraco na parede (contos, 1995)
    • Romance negro, Feliz ano novo e outras histórias, Editora Ediouro, Rio de Janeiro, 1996.
    • Histórias de Amor (contos, 1997)
    • Do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto (novela, 1997)
    • Confraria dos Espadas (contos, 1998)
    • O doente Molière (novela, 2000)
    • Secreções, excreções e desatinos (contos, 2001)
    • Pequenas criaturas (contos, 2002)
    • Diário de um Fescenino (contos, 2003)
    • 64 Contos de Rubem Fonseca (contos,2004)
    • Ela e outras mulheres (contos, 2006)
    • O romance morreu (crônicas, 2007)

    ROTEIROS CINEMATOGRÁFICOS:

    DE OBRAS PRÓPRIAS

    • Relatório de um homem casado, filme dirigido por Flávio Tambelini
    • A extorsão, filme dirigido por Flávio Tambelini
    • Stelinha, dirigido por Miguel Faria
    • A grande arte, filme dirigido por Walter Sales Jr.
    • Bufo & Spallanzani (em colaboração com Patrícia Melo), produtora Ravina    Filmes e Conspiração Filmes, dirigido por Flávio Tambelini

    DE OBRAS DE TERCEIROS

    • O homem do ano, baseado no romance de Patrícia Melo, O matador. ( Em fase de organização-produção, Conspiração Filmes, dirigido por José Henrique Fonseca, Conspiração

    Filmes
    ADAPTAÇÕES POR TERCEIROS DE OBRAS DE RUBEM FONSECA:

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    PARA TEATRO

    • O gravador (1977), adaptação e direção de Roberto Vignatti
    • Os cavalos (1979), direção coletiva e adaptação Grupo Panapaná
    • Lúcia McCartney (1987), adaptação de Geraldo Carneiro, direção de Miguel Falabella
    • O cobrador (1990), adaptação coletiva, direção de Bete Lopes
    • Idiotas que falam outra língua(1999), adaptação e direção de Fernando Guerreiro
    • Agosto (2000), “construção de uma trama entre dança, música e cenografia”. Adaptação e direção de Eliana e Sofia Cavalcante
    • ARA TELEVISÃO
    • Nau Catarineta,(1978) adaptação e direção de Antunes Filho, TV Cultura.
    • Mandrake (1983) adaptação de Euclides Marinho, direção de Roberto Farias, TV Globo.
    • Agosto (1993) adaptação de Jorge Furtado e Giba Assis Brasil, direção de   Paulo José, Denise Sarraceni e José Henrique Fonseca, TV Globo
    • Lúcia McCartney (1994)  adaptação de Geraldo Carneiro, direção Roberto Talma, TV Globo
    • A coleira do cão (2001), adaptação de Antonio Calmon, direção de Roberto Farias, TV Globo

     
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