Oduvaldo Vianna Filho

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  • Oduvaldo Vianna, filho, o Vianninha, como é comumente chamado – para diferenciá-lo do pai, também Oduvaldo Vianna – foi ator, dramaturgo, roteirista, ensaísta, ativista político e animador cultural. Atuou profissionalmente no teatro, no cinema e na televisão, marcando sua presença constante inclusive na imprensa, em entrevistas e em artigos teóricos. Sua mãe, Deuscélia Vianna, conta que o marido foi registrar o filho que acabara de nascer na Casa de Saúde São José, no dia 4 de junho de 1936, em um cartório no Centro do Rio de Janeiro e, extremamente vaidoso, deu ao menino o nome de Oduvaldo Vianna. O escrivão, igualmente distraído, esqueceu de acrescentar o “filho”. Vianninha ficaria com o mesmo nome do pai para o resto da vida.

    O talento artístico e a ideologia, digamos, ele herdou dos pais, ambos ligados à dramaturgia e à militância política. Ele, jornalista, dramaturgo, cineasta e radionovelista; ela, radionovelista e escritora. Logo que nasceu, aos três meses, Vianninha já aparecia numa cena de Bonequinha de Seda e, com um ano, fazia o papel da protagonista quando criança em Alegria, dois filmes dirigidos por seu pai.

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    A militância política teve início aos 9 anos, quando em plena Avenida Ipiranga, na capital paulista, Oduvaldo e Deuscélia vão encontrá-lo distribuindo “santinhos”, cabalando votos para o pai – candidato a deputado estadual pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), por São Paulo – gritando: “Votem em Oduvaldo Vianna, o candidato do povo!”. Esta cena arrancou lágrimas dos pais, orgulhosos com o entusiasmo do filho. Só mais tarde, em 1950, ele entraria para a União da Juventude Comunista. Ainda aos 10 anos, Vianninha tenta escrever uma história, Zé Galinha Ganha no Boxe, Perde no Amor, mas não passa do segundo capítulo.

    Teatro Paulista do Estudante (TPE)

    Como filhos de intelectuais famosos, Vianninha e Gianfrancesco Guarnieri foram convocados pelo partido para organizar um grupo de teatro amador no setor estudantil. Nasce, daí, o TPE, orientado pelo diretor italiano Ruggero Jacobbi, cuja primeira sede foi o apartamento dos Vianna (1954). Vianninha entrara para a Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie (1953), mas entusiasmado e envolvido com o teatro, onde atuava como ator, abandona o curso (1955), para grande tristeza do pai que o adverte: “Teatro não é profissão que sustente ninguém”. O TPE se fundiria algum tempo depois com o Teatro de Arena (1956) – que existia desde 1953 sob a direção de José Renato – mas com administrações independentes.

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    Teatro de Arena

    Vianninha estreia como ator, no elenco oficial do Arena, com a peça Escola de Maridos, de Molière, atuando em diversas montagens. Mas é por seu trabalho em Juno, o Pavão, de Sean O´Casey, que ele recebe os prêmios Saci e Governador do Estado como melhor ator coadjuvante (1956). Casa-se com Vera Gertel (1957), com quem já namorava desde o TPE. Escreve a peça Bilbao, via Copacabana, e com ela ganha o Prêmio Caixa Econômica Federal.

    O ano de 1958 foi muito importante para Vianninha: além de nascer seu primeiro filho, Vinicius Vianna, sua atuação em Eles Não Usam Black Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, com direção de José Renato, propicia-lhe grande sucesso, recuperando e levantando o Arena que estava para fechar. É iniciado, nessa época, o processo que levaria a uma verdadeira revolução na arte cênica brasileira. Com a entrada de Augusto Boal, o Arena ficou nas mãos da juventude, que queria um teatro popular voltado para a nossa realidade. Vianninha atua em Gente como a Gente, de Roberto Freire, e Revolução na América do Sul, de Boal. Do Seminário de Dramaturgia surge Chapetuba Futebol Clube (1959), considerada a melhor peça do ano, e Vianninha recebe os prêmios Saci, Governador do Estado e da Associação de Críticos Teatrais do Rio de Janeiro.

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    Apesar de todo o sucesso, o Arena vivia um ambiente de desencontros, com atritos e divergências políticas. Vera Gertel, que acompanhou de perto o esfacelamento do grupo, conclui: “O Arena ficara pequeno para o Vianna […] que queria alguma coisa mais. [Ele sentia] a necessidade de aliar a política ao teatro ideológico, participante. […] O Arena era um teatro burguês e ele queria fazer um teatro popular”.

    No CPC, o homem político

    Vianninha desliga-se do Teatro de Arena de São Paulo e retorna ao Rio de Janeiro (1960), onde já estavam morando seus pais. O pontapé para uma nova etapa foi dado com a sua mais recente criação: A Mais-valia Vai Acabar, Seu Edgar, encenada na areninha da Faculdade de Arquitetura, na Urca, com músicas de Carlos Lyra e direção de Chico de Assis.

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    Para Vianninha, a alternativa era produzir conscientização em massa, em escala industrial, para fazer frente ao poder econômico que produz alienação em massa. Surge então o Centro Popular de Cultura (CPC), em 1961, que se liga à União Nacional dos Estudantes (UNE), com Vianninha, Carlos Estevam (assistente de Álvaro Vieira Pinto, do Iseb), Leon Hirszman, Francisco de Assis, Carlos Lyra, Armando Costa, Cacá Diegues, Arnaldo Jabor, Paulo Afonso Grisolli, Carlos Vereza, Joel Barcelos, Antônio Carlos Fontoura e, depois, Ferreira Gullar, Thereza Aragão, João das Neves, Pechin Plá e muitos outros. Vianninha atua no filme Cinco Vezes Favela, no episódio dirigido por Cacá Diegues (1962).

    Com o CPC foi criado o teatro de rua, que se apresentava em praças públicas, favelas, associações e sindicatos. Seu repertório era constituído por criações coletivas de esquetes relâmpagos e autos, como Auto do Tutu, Auto do Cassetete, Auto dos 99%; ou de peças curtas, como Brasil, Versão Brasileira, do próprio Vianninha, e Miséria ao Alcance de Todos, de Arnaldo Jabor. Quatro Quadras de Terra, escrita por Vianninha em 1963, ganha no ano seguinte o primeiro lugar no concurso de dramatização da Casa de las Americas (Cuba).

    Com o golpe militar de 31 de março de 1964, Vianninha e a turma do CPC viram a invasão e o incêndio da UNE – com seu teatro recém-construído – tudo transformado em cinzas. Era o projeto de suas vidas que também desmoronava. Ainda em 1964, Vianninha voltaria a escrever duas telepeças: O Matador e O Morto do Encantado Saúda e Pede Passagem, premiadas com o primeiro e o quinto lugares, respectivamente, em concursos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

    Opinião: Uma saída musical

    A situação do país alterara-se profundamente. Os ex-cepetistas formaram um grupo voltado para protestar contra a ditadura, um teatro de resistência que atingisse a classe média e os setores de oposição, tal como o Arena. O Opinião era formado pelo chamado Grupo dos Oito: Vianninha (liderando), Ferreira Gullar, Thereza Aragão, Armando Costa, Denoy de Oliveira, Paulo Pontes, João das Neves e Pechin Plá. Optaram por um show com músicas populares e texto escrito por Vianninha, Armando Costa e Paulo Pontes, abordando a vida de três personagens: uma moça de classe média da zona sul carioca, um favelado e um camponês. Os personagens falavam de seus conflitos sociais e discorrriam sobre os problemas do país. O elenco, composto por Nara Leão – depois substituída por Maria Bethânia – o sambista Zé Kéti e o cantador maranhense João do Vale, contou com a direção de Augusto Boal. O show foi montado com muito sacrifício, no “shopping dos antiquários”, na Rua Siqueira Campos (Copacabana), no espaço antigamente ocupado pelo Arena de São Paulo. Opinião foi saudado pela imprensa como o acontecimento cultural mais importante do teatro brasileiro naquele ano. Uma verdadeira catarse. O espetáculo se constituiria em divisor de águas, como detonador da resistência cultural ao regime de exceção.

    Em seguida, o grupo montaria Liberdade, Liberdade (1965), de Millor Fernandes e Flávio Rangel, tendo à frente do elenco Paulo Autran, Teresa Rachel e Vianninha. Nesse mesmo ano, Vianna Filho escreveu Moço em Estado de Sítio – considerada pelo crítico Yan Michalski “uma obra de ruptura, com estrutura ousada, numa dinâmica cinematográfica” – que permaneceu no anonimato durante 12 anos, depois de sofrer censura e ter proibida a sua encenação. Outra peça proibida e censurada foi o musical de Vianna Filho e Armando Costa, Brasil Pede Passagem. Os dois autores fizeram então, juntamente com Sergio Cabral, Samba Pede Passagem, em homenagem a Noel Rosa, com uma colagem de textos de autores famosos.

    Nesse mesmo ano, Vianninha atuou no filme Desafio, de Paulo César Saraceni. Porém, o Opinião continuava a toda e seria montada a peça Se Correr o Bicho Pega, se Ficar o Bicho Come, cujo roteiro foi inicialmente escrito de forma coletiva. Mais tarde, os três atos foram estruturados por Vianninha, e Ferreira Gullar reescreveria o texto sob a forma de versos de cordel. A peça foi dirigida por Gianni Ratto (1965). Nosso crítico de plantão, Michalski, mais uma vez diria: “Surpreendente e agradabilíssima teatralidade do espetáculo, que mereceu o Prêmio Molière, como melhores autores do ano, e ainda os prêmios Saci e Governador do Estado de São Paulo, como melhor peça do ano.

    Paralelamente, Vianninha escrevia uma peça que fugia na época dos objetivos e das propostas do grupo: Mão na Luva ficou guardada por 18 anos. Segundo Yan Michalski, o autor escreveu “um apaixonadíssimo poema de amor, recitado através de diálogos de um lirismo desesperado” (27/07/1966). Para o Opinião, ele escrevia, em parceria com Thereza Aragão, o show Telecoteco Opus nº 1; e sozinho, Os Azeredos mais os Benevides, que lhe valeu Menção Honrosa no concurso do Serviço Nacional de Teatro (SNT). Atuou, ainda, em dois filmes – A Derrota, de Mario Fiorani; e Mar Corrente, de Luís Paulino dos Santos – este último, ao lado de Odete Lara. Escreveu para o semanário Folha da Semana, ligado ao PCB, cujos redatores-chefes eram Sergio Cabral e Maurício Azedo.

    O governo militar baixara uma portaria policialesca, que resultou na Semana de Protesto contra a Censura, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Isto, em 1967. A crise se estabeleceria no Grupo Opinião, com a encenação de Meia Volta Volver, de Vianninha. Nessa época, ele participava como ator em A Saída? Onde Fica a Saída?, de Armando Costa, Antônio Carlos Fontoura e Ferreira Gullar (1968).

    A barra começa a pesar

    Vianninha, Paulo Pontes e Armando Costa desligam-se do Opinião e se unem-se a Gianni Ratto e a Sergio Fadel para formarem o Teatro do Autor Brasileiro (TAB). Estrearam com um musical, a revista Dura Lex Sed Lex, no Cabelo só Gumex, que Vianninha escreveria em colaboração com Armando Costa e Paulo Pontes. O espetáculo não teve sucesso e o TAB fechou suas portas com dívidas no início de 1968.

    Os teatros do eixo Rio-São Paulo entraram em greve de protesto por três dias. Artistas e intelectuais ocuparam as escadarias do Municipal carioca para denunciar o terrorismo cultural. Vianninha abriu uma faixa com os dizeres “Teatro brasileiro em greve contra a censura, pela cultura”, improvisando comícios-relâmpago. Um crítico ferrenho seu comparece, surpreendendo a todos: Nelson Rodrigues. Acontece a Passeata dos Cem Mil e a dissolução do Congresso da UNE, com a prisão de 700 estudantes. Vianna Filho escreveria, em meados desse ano, Papa Highirte, vencendo o Concurso Nacional de Dramaturgia do SNT. Mas sua encenação foi proibida pela Censura, assim como a sua publicação, permanecendo 11 anos em silêncio.

    Em dezembro de 1968 é editado o AI-5 e, a partir de 1969, a Lei de Segurança Nacional incluiria o banimento e até a pena de morte no país, com censura prévia nos jornais e nas revistas. Para Vianninha, a situação se tornara cada vez mais sufocante. Paulo Pontes decide então levá-lo para a TV Tupi, onde Bibi Ferreira apresentava o programa semanal Bibi – Série Especial, numa época de muito preconceito – entre os intelectuais – contra a televisão.

    Foi nesse clima que ele escreveria, para o teatro, A Longa Noite de Cristal, conquistando o Prêmio Coroa como melhor texto de 1969. No ano seguinte, depois de estrear em São Paulo sob a direção de Celso Nunes, a peça conquista o Prêmio Molière em duas categorias: melhor autor e melhor diretor. Ainda em 1969, Vianninha – inspirado em scripts de seus pais para o rádio – escreveria Brasil e Cia., com os parceiros Armando Costa, Ferreira Gullar e Paulo Pontes.

    Em 1970 casa-se com Maria Lúcia Marins. Atua ao lado de Glauce Rocha no filme Um Homem sem Importância, de Alberto Salvá, e escreve Corpo a Corpo, encenada no ano seguinte por Celso Nunes. Nesse mesmo ano, era escrita e encenada a sua peça Em Família, dirigida por Sérgio Brito. Posteriormente, o texto seria transformado pelo autor em roteiro de filme, dirigido por Paulo Porto e merecedor da Medalha de Prata no Festival Internacional de Moscou (1971). O mesmo texto, reescrito em 1972 por Vianninha, teve seu título mudado para Nossa Vida em Família. Nesse ano, há dois acontecimentos marcantes na vida do artista: a alegria pelo nascimento do segundo filho, Pedro Ivo e a tristeza pelo falecimento de seu querido pai, Oduvaldo Vianna. Além disso, perderia o emprego na TV Tupi e, em contrapartida, teria uma nova peça encenada sob a direção de José Renato: Allegro Desbum.

    Convidado a trabalhar na TV Globo, passaria a sofrer pressões das “patrulhas ideológicas”, que consideravam que o artista capitulara diante das tentações do sistema. Mas Vianninha responde: “Recusar-se a trabalhar em televisão em pleno século XX é, no mínimo, burrice”. Vianninha começa, então, a fazer adaptações de obras clássicas para telepeças, no programa “Casos Especiais”, da Globo: Medéia, Noites Brancas, A Dama das Camélias (com Gilberto Braga), Mirandolina, Ano Novo, Vida Nova, As Aventuras de uma Garrafa de Champanhe (com Domingos Oliveira), além de adaptar um texto de sua autoria, O Matador.
    A Grande Família seria lançado em 1973, na mesma emissora, em forma de seriado. Baseado em uma sitcom americana, Vianninha escrevia os textos com Armando Costa e o programa tinha a direção de Paulo Afonso Grisolli. O diretor considera Vianninha como um dos que mais contribuíram para introduzir um conceito de dramaturgia brasileira na televisão.

    Rasga coração

    No dia 11 de abril de 1973 – véspera de Vianninha ser operado para a retirada de um tumor no pulmão – nasce a filha Mariana Marins Vianna. Com uma aparente melhora, o artista passaria a se dedicar aos episódios de A Grande Família, além de continuar pesquisando para o segundo ato de Rasga Coração e de atualizar uma comédia do pai, O Homem que Nasceu Duas Vezes, rebatizada de Mamãe, Papai Está Ficando Roxo!, que seria dirigida por Walter Avancini. Mas seu estado de saúde piora e, com a ajuda da TV Globo, Vianninha e sua mulher viajam para os Estados Unidos (fevereiro de 1974), para que ele se submeta a novo tratamento. Volta ao Brasil no final de março, 15 quilos mais magro, desenganado. Porém, como um obstinado, começa a ditar para um gravador o segundo ato de Rasga Coração, que começara a escrever em 1971. Deuscélia fazia a transcrição, datilografava e levava para o filho corrigir à mão.

    Vianninha piorou e foi internado no Hospital Silvestre. Mesmo em estado crítico, decidiu ainda concluir o programa-piloto de Turma, Minha Doce Turma para a Globo. Enquanto isso, a batalha empreendida por José Renato para liberar Rasga Coração fora perdida. Além de censurada, a peça teve sua encenação e publicação proibidas. Mesmo assim, Rasga Coração recebeu o primeiro prêmio no concurso do SNT, por unanimidade da banca, sendo liberada pela Censura apenas cinco anos depois. No prefácio da peça, escrito em 28/02/1972, o autor dedicaria ao “lutador anônimo político, aos campeões de lutas populares; preito de gratidão à ‘velha guarda’: à geração que me antecedeu, que foi a que politizou em profundidade a consciência do país”.

    Oduvaldo Vianna, filho, veio a falecer na manhã do dia 16 de julho de 1974, aos 38 anos. Sua obra Rasga Coração estreou em 21 de setembro de 1979 no Teatro Guaíra (Curitiba/PR). A crítica de teatro Ilka Zanotto assim descreveu a estreia: “Recebeu, ao descer a cortina, 8 minutos de aplausos, uma apoteose. Na segunda noite, o público simplesmente se recusava a deixar o teatro, com aplausos intermináveis, gritos de ‘bravo’, lágrimas e abraços, numa fusão total entre palco e plateia, mergulhado numa catarse autêntica preconizada pelo velho Aristóteles”. Não poderia ter outro resultado: Prêmio Molière de 1979.

    Nelson Rodrigues, um ultracrítico de Vianninha, assim declarou: “Rasga Coração é uma das mais belas e fascinantes obras-primas do teatro brasileiro. Não posso ser mais conclusivo e definitivo”. Vianninha foi um autor superpremiado – só o Molière, foram quatro – que revolucionou a arte cênica brasileira com uma dramaturgia que tem, pelo menos, duas obras-primas: Rasga Coração e Papa Highirte. Ele buscou, infatigavelmente, imprimir sentido político à sua notável produção intelectual, vinculando-a, desde os primeiros escritos, aos deserdados, aos oprimidos e aos derrotados.

    Em entrevista a Alfredo Souto de Almeida, Vianninha falou sobre a influência que recebeu do pai: “Acho que aprendi sempre vendo meu pai ditar as peças dele, as novelas dele, durante toda a vida […] E eu acho que foi através disso que fui muito influenciado, mesmo. Inclusive eu tenho a impressão de que a influência é direta até no tipo de tratamento, no tipo de diálogo, um pouco sincopado, uma série de coisas que meu pai teve como característica”.

    Carlos Estevam, um dos fundadores e dirigente do CPC, assim resumiu: “Sei que vou dizer uma frase bombástica, mas não estou enganado ao guardar do Vianninha a certeza de que ele seria a espécie humana num futuro remoto. O homem evoluirá para ser como ele foi; alguém completamente disponível para as outras pessoas”.

    “Se tu queres ver a imensidão do céu e do mar/ refletindo a prismatização da luz solar/ rasga o coração, vem te debruçar/ sobre a vastidão do meu penar.”

    Principais Obras:

    • Chapetuba Futebol Clube, Papa Highirte e Rasga Coração.
    • Bilbao, via Copacabana.
    • Quatro quadras de terra (1963)
    • Moço em estado de sítio (1965)
    • Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come (1965)
    • Telecoteco Opus nº 1 (1967)
    • Dura lex, sed lex, no cabelo só gumex (1967)
    • Meia volta vou ver (1967)
    • Papa Highirte (1968)
    • A longa noite de Cristal (1971)
    • Em família (1972)
    • Allegro desbundaccio (1973)

     
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