José Lins do Rego

Publicidade
  • José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em 3 de julho de 1901 em Pilar na Paraíba, filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti, ambos de famílias ligadas à economia açucareira. Viveu uma época em que os engenhos de cana-de-açúcar estavam sendo substituídos pelas usinas em decorrência da industrialização.

    Na capital da Paraíba, aos 17 anos, publicou seu primeiro artigo de jornal. Fez faculdade de Direito em Recife, onde passou a ter contato com autores como Gilberto Freire e José Américo, tais contatos influenciaram bastante no seu aprendizado. Foi nomeado promotor público em Manhuaçu no estado de Minas Gerais em 1926, mais tarde foi para Alagoas onde trabalhou como fiscal de banco. Neste meio conheceu escritores que junto com ele formariam a geração de 1930.

    Publicidade

    Muitas editoras recusaram publicar a obra “Menino de Engenho”, sendo esta publicada por uma desconhecida em 1932, e esgotou-se rapidamente. A obra iniciou a carreira literária do autor tendo reconhecimento da crítica e do público.

    Passou a viver no Rio de Janeiro quando foi nomeado fiscal do imposto de consumo, porém nunca abandonou o meio literário e jornalístico. Chegou a ocupar vaga na Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 12 de dezembro de 1957.

    Características

    Publicidade

    É um autor levado pelo sentimentalism e somado a isso é também considerado memorialista, misturando suas lembranças do universo canavieiro com o fictício. Um exemplo de obra bastante autobiográfico é o seu romance de estréia Menino de Engenho, este também iniciou o ciclo da cana-de-açúcar que prosseguiu com Doidinho, Banguê, O Moleque Ricardo e Usina.

    Além desse ciclo escreveu obras pertencentes ao ciclo do cangaço, como Pedra Bonita e Cangaceiros. Há também os romances considerados independentes, mas que de certa forma possui uma ligação com os anteriores, como Pureza, Riacho Doce, Água-Mãe e Eurídice.
    null