Graciliano Ramos

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  • Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, em Quebrângulo, Alagoas. Após dois anos se mudou com a família para a Fazenda Pintadinho, em Buíque, sertão de Pernambuco, onde permaneceu até 1899. Em 1905 se mudou para Maceió, onde estudou por um ano no tradicional Colégio Quinze de Março.
    Em 1914 foi ao Rio de Janeiro, onde pôde intensificar sua carreira jornalística. Depois de um ano retornou a Palmeira dos Índios, pois soubera que seus três irmãos haviam morrido em decorrência da febre bubônica. Lá se tornou comerciante, deu continuidade à carreira de jornalista e ingressou na política.
    Tornou-se prefeito e exerceu mandato por dois anos. A partir dos relatórios que redigia para o governador, o poeta e editor Augusto Schmidt o procurou, visto que pressentia que o prefeito com tal escrita tinha alguma obra em mão, assim foi publicado a primeira obra de Graciliano, Caetés, em 1933 por Schmidt.
    Em 1936, sob a acusação de ser subversivo, foi preso pela ditadura Vargas, sofrendo horrendas humilhações, estas serviram como experiências que colaboraram para a elaboração de sua obra “Memórias do Cárcere”.

    Em 1945, depois de libertado, fixou-se no Rio de Janeiro e não mais voltou ao Nordeste, época então que se consagrou como um dos maiores romancistas brasileiros, considerados por muitos o sucessor de Machado de Assis. Nesse mesmo período filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro. Com câncer, faleceu em 1953, cercado de muitos amigos e muitas homenagens.

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    Características

    Revelou-se com o melhor talento dentro do ciclo do regionalismo nordestino brasileiro. Suas obras caracterizam-se pela linguagem concisa, seca, com poucos adjetivos, direta e correta. Manteve grande equilíbrio entre os problemas sociais enfrentados por suas personagens e a análise psicológica das mesmas, relacionando o intimismo e o regionalismo como ninguém.

    Possui um olhar crítico direcionado às injustiças sociais, contribuído pelo local em que cresceu presenciando o coronelismo. A trajetória angustiante de suas personagens reflete seu olhar que ficava cada vez mais aguço, em vista de sua íntima ligação com a política e sobretudo devido ao despotismo vivenciado na época da instauração do Estado Novo. Além disso, utiliza como forma de defesa para suas personagens uma máscara de dureza objetivando preservar o sofrimento decorrente das relações de domínio e poder.

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    Principais Obras

    1933: Caetés
    1934: São Bernardo
    1936: Angústia
    1938: Vidas Secas
    1944: Histórias de Alexandre
    1953: Memórias do Cárcere
    1953: Viagem
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