Ana Terra – O Tempo e o Vento

Publicidade
  • ANA TERRA  

    Resumo de Anderson da Cunha Maranhão –   ex-aluno de Eletrônica da Fundação Nokia de Ensino.

    Publicidade

    Revisão e introdução –   Marijane Fernandes – professora de Língua Portuguesa e Literatura da Fundação Nokia de Ensino.

     

    O episódio de Ana Terra aparece no segundo capítulo do livro  O Continente, primeira parte da trilogia O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo. É uma história fascinante, marcada pela força, determinação e resistência de uma mulher. Ana Terra torna-se símbolo de grandeza, pois num momento em que as circunstâncias indicavam a impossibilidade de continuar, de ter vida, ela não se dá por vencida, junta o que sobrou de sua parca existência e tem coragem de recomeçar, tudo isso por Pedro, pelo filho viveria, mais ainda, pelo menino queria viver. Então, Ana Terra é a mulher que dá origem a um clã, a um feudo, é a matriarca dos Terra-Cambará e seu nome eterniza-se na literatura, mostrando a força de uma mulher numa época em que o papel feminino era pouco valorizado e a mulher tinha pouco espaço na sociedade.  Assim, Ana Terra representa, acima de tudo, o grito de liberdade e a vitória da mulher brasileira.

    Publicidade

    RESUMO:

    Ana Terra morava num rancho, com seus Pais Maneco Terra e d. Henriqueta e seus dois irmãos Antônio e Horácio. Eles moravam muito longe da cidade e tinham uma vida dura, sofrida e voltada para o trabalho pesado no campo.

    Certo dia, enquanto lavava roupa em um riacho, Ana encontrou um homem caído no chão, ferido e sangrando,  e avisou o pai e os irmãos,  então, Maneco, Horácio e Antônio o levaram para o rancho onde cuidaram de seu ferimento. O rapaz se chamava Pedro Missioneiro, era alto forte e tinha jeito de índio, porém, com a pele mais clara.

    Publicidade

    Maneco tinha a intensão de mandá-lo embora assim que ele melhorasse do tiro que levou. O rapaz, no entanto, mostrou-se trabalhador e acabou conquistando a confiança do pai de Ana, assim, construiu uma barraca perto do riacho e ali  passou a morar.

    Ana passa a ter sentimentos pelo rapaz, uma mistura de ódio, nojo e no fundo… fascinação. Com o tempo, acaba se apaixonando pelo bugre (era como o pai e os irmãos o chamavam),  e, certo dia, acaba se entregando ao índio e engravida.

    Ela conta à mãe que está gravida e o pai acaba ouvindo a conversa, fica revoltado e manda Antônio e Horácio matarem Pedro. Ana fica muito triste, o pai e os irmãos pararam de falar com ela, o clima fica extremamente pesado.

    Publicidade

    Depois de um tempo, nasce Pedrinho, o filho de Ana. A partir daí, os irmãos voltaram a lhe dirigir a palavra, o pai, porém, ainda não, e preferia que o menino tivesse nascido morto.

    Horácio se casa com a filha de um tanoeiro, e Antônio se casa com Eulália e passa a morar num puxado que tinha feito no rancho, com quem teve logo uma filha chamada Rosinha.

    Dona Henriqueta morreu de nó na tripa. Com isso Maneco passou a falar com a filha e se apegou mais ao neto, depois de certo tempo, o velho Terra realizou o seu sonho de plantar milho. No entanto, o perigo de ataque por parte dos castelhanos era grande, e um dia aconteceu, os castelhanos invadiram o sítio e Ana mandou Pedrinho se esconder no mato junto com Eulália e Rosinha. Os vândalos saquearam o sítio, mataram os homens da casa e os escravos. Depois disso, estupraram Ana até que a mesma desmaiasse, depois que tornou do desmaio, Ana sentiu vontade de se matar, ainda se jogou num poço, mas mudou de ideia, pensou no filho, ele precisava dela, por isso, Ana teve novo alento e resolveu lutar pela vida .

    Os sobreviventes ficaram sem saber o que fazer, até que por aquelas bandas, passou um viajante chamado Marciano Bezerra, que estava indo morar em um lugar onde seria fundado um povoado, então, Ana pega o dinheiro que o pai conseguiu vendendo trigo e acompanha Marciano, juntamente com o filho, a cunhada e a sobrinha. A viagem demorou meses e uma filha de Marciano acabou morrendo no percurso. Mas, enfim, chegaram aos campos do velho Amaral.

    Ana construiu uma casa e passou a viver com filho a cunhada e a sobrinha, trabalhando no campo e fazendo partos, já que muitos diziam que ela tinha “boas mãos”.

    Pedrinho já era um homem feito e se apaixonou por Arminda Melo de quem acabou ficando noivo, porém, os portugueses entraram em guerra novamente com os espanhois. Coronel Amaral reúniu seus homens, juntamente com alguns escravos e foram lutar contra os castelhanos. A vila ficou praticamente despovoada sem os homens, somente com mulheres, crianças, velhos e inválidos incapazes de servirem na guerra.

    Porém depois de mais de um ano, dos quarenta e poucos homens que foram para guerra, somente vinte e cinco voltaram, Pedro era um deles, para a felicidade de Ana e Arminda. Pedro se casa com Arminda com quem teve dois filhos, um menino chamado Juvenal e uma menina chamada Bibiana. Eulália se casou novamente com um viúvo e passou a morar com ele, juntamente com rosinha que já estava  noiva do capataz do coronel Amaral.

    A guerra se aproximou do povoado e os homens tiveram que novamente lutar contra os castelhanos. Como não se pode mudar a sina, Pedro teve que ir novamente para a guerra, entretanto, com o compromisso de voltar já que agora tinha uma mulher e dois filhos, fato que ocorreu, Pedro Terra sobreviveu a mais uma guerra.

    null